Cardiologia, Fisioterapia, Geriatria, Massoterapia, Neuro, Ocidental, Oriental, Respiratório, Saúde, Saúde da Mulher

Cuidados Paliativos

Houve um tempo em que a Medicina tratava os doentes enquanto considerava haver possibilidade de cura. Depois, os médicos aconselhavam a família a levar o paciente para morrer em paz em casa. Infelizmente, na grande maioria dos casos, essas pessoas morriam no meio de sofrimento atroz, desassistidas.

Quando se esgotavam todos os recursos terapêuticos, a alternativa era liberar o doente para passar seus últimos dias de vida em casa, ao lado dos familiares, e o leito era ocupado por outro com chance de sobrevida.

De uns anos para cá, e já não sem tempo, a medicina resolveu assumir a responsabilidade que lhe cabe nessas situações. O compromisso do médico só termina com a morte do paciente, quer ele esteja em casa ou no hospital. Essa nova concepção de atendimento aos doentes fez florescer a especialidade de cuidados paliativos. Seu principal objetivo é aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com “doença ativa e progressiva que ameace a continuidade da vida”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, os cuidados paliativos consistem em medidas que promovem a qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação correta e tratamento impecável da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais (Arrais, 2014).

Os cuidados paliativos não são caracterizados como eutanásia, mas como adoção de medidas não farmacológicas e abordagens de assistência aos pacientes, de maneira a controlar sinais e sintomas, psicológicos e físicos, quando não há mais resposta ao tratamento. A família também é assistida durante o tratamento e após a morte do paciente, no período de luto (Florentino, 2012).

Segundo a classificação AN-SNAP (The Australian National Sub-Acuteand Non-Acute Patient Classification), descrevem-se quatro fases paliativas, em função do estádio da doença, correspondendo cada uma a diferentes níveis de complexidade: a fase Aguda, que diz respeito ao desenvolvimento inesperado de um problema ou aumento da gravidade dos problemas já existentes; a fase em Deterioração, caracterizada por um desenvolvimento gradual de problemas, sem que haja necessidade de uma alteração súbita na gestão da situação; a fase Terminal, em que a morte está iminente; e, por fim, a fase Estável, onde estão incluídos pacientes que não estão em nenhuma das fases anteriores (Girão, 2013).

Sendo assim, se faz necessário o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, psicólogos, equipe de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas e terapeutas ocupacionais. O empenho igualitário desses profissionais, trabalhando harmonicamente nos cuidados paliativos, irá promover bem estar, conforto e uma melhor qualidade de vida para o paciente em fase avançada da doença (McCoughlan, 2003).

Fisioterapia nos Cuidados Paliativos

A fisioterapia em cuidados paliativos visa a qualidade de vida em pacientes com doença avançada ou em progressão desta, por meio de condutas que reabilitem funcionalmente o paciente, bem como auxilia o cuidador a lidar com o avanço rápido da enfermidade (Florentino, 2012).

Atua no controle de sintomas como dor, fadiga, linfedema, dispnéia e hipersecreção pulmonar. Para efetivar esse controle, são utilizadas técnicas de relaxamento, drenagem linfática manual, eletroterapia, massoterapia, exercícios respiratórios e motores, alongamentos musculares e utilização de órteses. Estas técnicas têm como um dos objetivos viabilizar altas hospitalares (Arrais, 2014).

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Fisioterapia, Ortopedia, Saúde

Avaliação de Pontos de Tensão Muscular em Usuários de Smartphone

O uso de tecnologias de informação e comunicação como smartphones e tablets tem aumentado todos os anos na população em geral (Silva & Pereira, 2014) e, em particular, nos adolescentes (Carson, Hunter, et al., 2016). Seja por diversão ou por trabalho, em ambiente escolar ou familiar, estas tecnologias já estão intrínsecas no dia-a-dia de muitas pessoas.

O aumento da procura pelos smartphones, deveu-se à proliferação e consequentemente aos baixos preços praticados que decresceu cerca de 25% no ano de 2013, contribuindo dessa forma para o aumento exponencial das suas vendas (Teleco, 2013). Hoje em dia é muito frequente a utilização dos smartphones por parte dos adolescentes por períodos mais abrangentes e com maior frequência do que os computadores, porque são equipamentos pequenos, acessíveis e facilmente transportáveis (Lemos, 2007). Dada esta nova realidade assistiu-se a um aumento dramático da utilização de mensagens de texto como forma de comunicar entre os jovens de todo o mundo, sendo o serviço mais utilizado com 74% de usuários (Sharan & Ajeesh, 2012). O smartphone é caracterizado como sendo um telefone inteligente, tratando-se de um equipamento que possui um sistema operativo contribuindo dessa forma para executar funções mais complexas comparativamente a um telemóvel simples (Teleco, 2013), permitindo conversar com outras pessoas, enviar e receber mensagens, escrever documentos, pesquisar na internet, jogar, tirar fotos, enviar e receber emails, entre outras tarefas (Lemos, 2007; Ling, 2004; Jenkins, 2008; Moura, 2013).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência compreende a faixa etária situada entre os 10 e 19 anos completos e é dividida em duas fases: pré-adolescência dos 10 aos 14 anos e adolescência dos 15 aos 19 anos (WHO, 2010). Constitui-se como uma fase crítica do processo de crescimento e desenvolvimento humano, marcada por numerosas transformações relacionadas aos aspetos físicos, psíquicos e sociais do indivíduo (Papalia, 2001; Berger, 2003; Saito, Silva, & Leal, 2008). Notam-se as alterações posturais que estão relacionadas com as posturas mantidas, muitas vezes consequência do crescimento físico acelerado, longos períodos de tempo na posição de sentada, mobiliários inadequados e estilo de vida sedentário na fase escolar (Yamada et al., 2014; Sedrez, da Rosa, Noll, Medeiros, & Candotti, 2015). As implicações para a vida adulta das alterações músculo-esqueléticas em idade precoce são: dores, fadiga, desconforto, rigidez, depressão, baixa auto-estima, disfunções neuro-músculo-esqueléticas, contribuindo dessa forma para uma baixa qualidade de vida (Yamada et al., 2014; Teixeira & Martins, 2014; Peliteiro, Festas & Lourenço, 2010; Paiva, Marques & Paiva, 2009).

A sintomatologia músculo-esquelética (SME) na adolescência pode estar relacionada com determinados fatores de risco, tais como: idade, sexo, altura, peso, índice de massa corporal (IMC), atividade física intensa, atividades sedentárias, alterações posturais (Balagué et al., 1999; Burton et al., 2006; Trevelyan e Legg, 2006; Balagué et al., 1994; Taimela, 1997; Murphy, Buckle e Stubbs, 2007; Kovacs et al., 2003; Schanberg et al., 2001), posturas mantidas, fatores ergonómicos, fatores psicossociais, (Ning, Huang, Hu, & Nimbarte, 2015), movimentos constantes e repetidos (J. Lee & Seo, 2014; Janwantanakul, Sitthipornvorakul, & Paksaichol, 2012; Szeto & Lee, 2002), carga excessiva da mochila e história familiar (Murphy, Buckle e Stubbs, 2004; Negrini e Carabalona, 2002).

As lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o uso do smartphone incluem fadiga muscular devido aos movimentos repetidos do membro superior, essencialmente a flexão da cervical e a flexão do ombro (Lee, 2002; Park, 2006; Pereira et al., 2013). Consequentemente SME como a dor, rigidez, alterações na sensibilidade na região cervical, ombros e braços podem aparecer por se tratar de músculos estabilizadores para o movimento dos segmentos distais.

Por outro lado o uso do smarthphone pode levar a uma diminuição da atividade física (AF).. A Organização Mundial de Saúde (WHO, 2010) e o “American College of Sports Medicine” (ACSM., 2011; Faigenbaum, 2015) recomendam que os adolescentes devem acumular por dia pelo menos sessenta minutos de AF de intensidade moderada a vigorosa que podem incluir: brincar, jogar, praticar desporto, deslocações, tarefas habituais, atividades de lazer, educação física ou exercício planeado, tanto em contexto familiar como escolar. Atividades de intensidade vigorosa devem ser integradas, incluindo as que fortalecem o sistema músculo-esquelético pelo menos três vezes por semana (WHO, 2010).

As atividades sedentárias mais comuns entre os jovens incluem o uso do computador, televisão, smartphone, videojogos e navegar na internet com duração superior a duas horas diárias (Hardy et al., 2012; Tremblay et al., 2016; Carson, Hunter, et al., 2016).

O uso intensivo do smartphone pode reduzir a quantidade de AF, por exemplo, o simples ato de caminhar, resultando num aumento da massa de gordura e uma diminuição da massa muscular associada a consequências adversas para a saúde (Kim, Kim & Jee, 2015). Como refere Teixeira & Martins (2014), a evidência do impacto da AF sobre as disfunções músculoesqueléticas nos adolescentes ainda não estão completamente esclarecidas. A AF sedentária contribui para que o adolescente adote um estilo de vida menos ativo e saudável, porém a AF vigorosa pode gerar lesões, assim como, SME, sendo igualmente prejudiciais (Teixeira & Martins, 2014).

Embora o uso de smartphones esteja associado a fatores causais de doenças músculoesqueléticas, ainda existem poucos estudos sobre os efeitos da sua utilização (Gustafsson, Johnson, & Hagberg 2010). A pertinência deste estudo foca-se no facto de existir uma crescente frequência do uso de novas tecnologias, nomeadamente dos smartphones em jovens em idade escolar e do défice de evidência científica sobre a compreensão do impacto na saúde associados a este tipo de comportamento. A identificação de fatores fortemente associados ao desenvolvimento de SME nesta população permite formular estratégias de prevenção e intervenção efetivas.

Avaliação de Pontos de Tensão Muscular

Para verificar a ocorrência de possíveis pontos de tensão muscular relacionados ao uso do smartphone, é realizada palpação. Seguem abaixo as figuras que identificam a localização do ponto muscular (X) e sua dor irradiada ( área pontilhada) nos músculos: escalenos em suas porções anterior e média e posterior, esplênio do pescoço, trapézio superior, elevador da escápula, supinador, palmar longo, flexor radial e ulnar do carpo, pronador redondo, adutor do polegar, oponente do polegar, flexor longo do polegar, extensor radial curto e longo do carpo, extensor ulnar do carpo, extensor dos dedos, extensor do segundo dedo, extensor curto do polegar.

Figura 1 – Musculatura cervical: Músculo escaleno nas porções anterior, média e posterior

músculo

Fonte: SIMONS, David; TRAVELL, Janet; SIMONS, Lois. 1999

Figura 2 – Músculos dorsais. A: Esplênio do pescoço. B: Trapézio superior. C: Elevador da escápula

músculo

Fonte: SIMONS, David; TRAVELL, Janet; SIMONS, Lois. 1999

Figura 3 – Músculos do antebraço: A: Supinador. B: Palmar longo. C: Flexor radial e ulmar do carpo. D: Pronador redondo

músculo

Fonte: SIMONS, David; TRAVELL, Janet; SIMONS, Lois. 1999

Figura 4 – Músculos do antebraço: A: Adutor do polegar. B: Oponente do polegar. C: Flexor longo do polegar

músculo

Fonte: SIMONS, David; TRAVELL, Janet; SIMONS, Lois. 1999

Figura 5 – Músculos do antebraço: A: Extensor ulnar e radial curto do carpo. B: Extensor radial longo do carpo. C: Extensor do indicador. D: Extensor dos dedos. E: Extensor curto do polegar.

músculo

Fonte: SIMONS, David; TRAVELL, Janet; SIMONS, Lois. 1999

DASH (Disabilities of Arm, Shoulder and Hand) – Módulo esportes / performances artísticas

Disabilities of Arm, Shoulder and Hand (Anexo I), é um questionário utilizado para distúrbios únicos ou múltiplos no membro superior fornecendo possibilidade de um único questionário medir a incapacidade para qualquer região do membro superior. Uma pontuação maior reflete maior incapacidade (BEATON et al, 2001).

Contêm 30 questões que mensuram função física e sintomas, incluindo dois itens relacionados com função física, seis relacionados aos sintomas, e três itens que avaliam funções sociais. Além disso, há dois módulos de quatro itens opcionais: atletas / músicos e a trabalhadores (ORFALE et al, 2005).

Nordic Musculoskeletal Questionnaire (NMQ) 

O Nordic Musculoskeletal Questionnaire (AnexoII), identifica distúrbios osteomusculares e, pode constituir importante instrumento de diagnóstico do ambiente. Apesar de ter limitações inerentes aos instrumentos de auto- avaliação, a simplicidade e os bons índices de confiabilidade indicam-no para utilização em investigações epidemiológicas e estudos que busquem mensurar a incidência dos sintomas osteomusculares (PINHEIRO, TRÓCCOLIA, 2002).

A investigação é realizada em nove áreas do corpo com imagem da forma humana com nove áreas corporais sombreadas e definidas (pescoço, ombros, parte superior das costas, parte inferior das costas, cotovelos, punho/ mãos, coxas, joelhos e tornozelos). Contém uma tabela que solicita resposta “sim” ou “não” para cada área do corpo a três questões relativas à prevalência anual, qualquer incapacidade durante o último ano (incapacidade anual) e prevalência semanal (DICKINSON, et al, 1992).

Neck Disability Index (NDI) 

Neck Disability Index (Anexo III), dispõe 10 itens projetados para avaliar dor cervical e incapacidade relacionadas à limitações em atividades da vida diária devido dor. É pontuado utilizando uma porcentagem da pontuação de  dor máxima e incapacidade. Os itens são organizados por tipo de atividade e seguidos por seis asserções diferentes que expressam níveis progressivos de capacidade funcional ( COOK, 2006).

O escore consiste na soma pontual, das dez questões. A pontuação consiste de zero a cinco, o máximo é 50 pontos. O escore obtido pode ser expresso em escala de 0 a 50 ou em porcentagem, em processo de conversão podem ser sumariamente divididas em dois grupos: componente físico e mental. A interpretação dos resultados consiste: de zero a quatro nenhum comprometimento;de cinco a quatorze é moderado; para o resultado consistir em grave precisa- se pontuar de vinte e cinco a trinta e quatro; acima destes valores é considerado completa incapacidade (VERNON, 2008).

International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) 

O questionário internacional de atividade física (Anexo IV) versão longaapresenta 27 questões a respeito de atividade semanal com intensidade leve, moderada e vigorosa com duração mínima de 10 minutos (BENEDETTI, et al, 2007). Pardini e colaboradores (2001) descrevem que ao realizar atividade física há gasto calórico associado aos exercícios. Com base nisso, os autores relatam que 1 MET é equivalente a 3,5 ml/kg/min. Assim, concluem  que é possível conhecer o nível de MET utilizados durante a realização das atividades físicas. Portanto, uma atividade moderada gasta 3,5 a 6 MET’s, enquanto a atividade vigorosa gasta acima de 6 MET’s (PARDINI, et al, 2001).

 

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Prevenção de Quedas em Idosos

As quedas nas pessoas idosas são comuns e aumentam progressivamente com a idade em ambos os sexos e em todos os grupos étnicos e raciais. Representa um problema de saúde pública.

Resultado de imagem para idoso caindo

A queda pode significar que houve o declínio das funções fisiológicas (visão, audição, locomoção), ou ainda representar sintomas de alguma patologia específica. Os acidentes por quedas podem provocar fraturas, traumatismos cranianos e morte, dependendo do caso. Afetam a qualidade de vida do idoso por consequências psicossociais, provocam sentimentos como medo, fragilidade e falta de confiança. Muitas vezes funcionam como o início da degeneração do quadro geral do idoso, pois além de reduzir sua mobilidade, também afeta as atividades sociais e recreativas.

Entre as principais causas de quedas na terceira idade, estão os fatores relacionados ao envelhecimento, como diminuição da visão, fraqueza na musculatura e alterações no equilíbrio.

Outros problemas que também podem causar quedas nos idosos são:

  • Doenças que afetam o sistema motor, como Parkinson, esclerose múltipla, hidrocefalia, artrose no joelho e neuropatia diabética – um tipo de dano do nervo que pode ocorrer quando há diabetes.
  • Sequelas físicas relacionadas ao acidente vascular cerebral (AVC).
  • Problemas na visão como catarata.
  • Consumo de bebidas alcoólicas.
  • Uso de medicamentos, como sedativos, hipnóticos e ansiolíticos.

No geral, há mais registro de quedas entre as mulheres do que os homens na terceira idade. Ainda não se sabe exatamente o motivo dessa diferença, mas com o envelhecimento, as mulheres tendem a acumular mais doenças que podem aumentar o risco de cair, como artrose e diabetes.

As medidas preventivas para as quedas contam com a intervenção de multiprofissionais e, ocorrem por meio da orientação, avaliação da hipotensão arterial ortostática, readaptação do ambiente, prescrição de exercícios físicos periódicos e de suplementos de vitamina D e redução do consumo de medicamentos, principalmente os psicoativos (FALSARELLA; GASPAROTTO; COIMBRA, 2014).

De acordo com Cruz et al. (2012) conhecer os fatores associados à ocorrência de quedas possibilita a criação de ações preventivas e serviços de saúde apropriados.

A prevenção também deve ser feita através de orientações aos pacientes e familiares em relação às possíveis modificações no ambiente do idoso, podendo reduzir a incidência de quedas em idosos e proporcionar assim menos dependência funcional, fraturas e o óbitos (ALMEIDA et al., 2009, p. 6).

As quedas e seus impactos assumem uma considerável relevância na vida da população idosa, além de resultarem em altos custos hospitalares, econômicos e sociais, sobrecarregando as unidades de saúde. Por essa razão, é fundamental a compreensão dos eventos de quedas e intervenções preventivas por meio de uma equipe de multiprofissionais visando reduzir esses acontecimentos (CRUZ et al., 2012).

Fundamentalmente, um meio de prevenção de quedas entre idosos, indispensável, é a prática de exercícios físicos que ajuda a melhorar o equilíbrio, a marcha, a coordenação motora, a cinestesia, a força muscular e a reação de tempo de resposta (PRADO et al., 2010).

Prado et al. (2010) descreveram em seu estudo realizado em 2010, que os idosos na faixa etária acima de 80 anos de idade, apresentaram uma redução de 30% das quedas com emprego de um programa de exercícios resistidos, que foram fundamentais para o aumento do equilíbrio, mobilidade funcional, coordenação motora e domínio mental desses sujeitos, e ainda favoreceu para melhor interação social e ambiental.

Os exercícios contra-resistência atuam permitindo aumento da força e massa muscular, prevenção e tratamento da osteoporose, melhoria das doenças degenerativas osteoarticulares, possibilitando melhor desempenho nas atividades aeróbicas, por conseguinte, incremento no consumo máximo de oxigênio (VO2máx). Com isso, haverá aumento do equilíbrio e coordenação, independência, autoestima, diminuição das quedas, provocando menor prevalência de depressão, ou melhor, o seu controle, invertendo o sentido do ciclo, no caminho da diminuição da inatividade física (PRADO et al., 2010, p. 185).

A hidroterapia é outra alternativa que se mostra eficaz na prevenção de quedas entre os idosos, pois durante a caminhada na piscina estes não visualizam de modo real e adequado seus movimentos realizados na água, devido parte da visão ser bloqueada, promovendo um treinamento mais intenso e equilibrado e, consequentemente favorece uma expressiva melhora do equilíbrio postural e da marcha (Figura 2) (BRUNI; GRANADO; PRADO, 2008).

De acordo com Resende, Rassi e Viana (2008) ilustrada na Figura 5 também tem se mostrado uma atividade importante na qualidade de vida de pessoas idosas, pois auxilia no tratamento de patologias reumáticas, ortopédicas, neurológicas e, principalmente aumenta o equilíbrio, reduzindo os riscos de quedas. Sobretudo, essa modalidade é amplamente recomendada para as pessoas idosas por não apresentar riscos de lesões.

Tendo em vista o aumento da população idosa no país e levando em conta o processo fisiológico do envelhecimento e os aspectos patológicos em que este grupo encontra-se vulnerável, é evidente a necessidade da intervenção fisioterapêutica voltado para a prevenção, afim de atenuar os efeitos maléficos advindos destes processos, assim poderá prevenir e promover uma melhor qualidade de vida a estes indivíduos (COELHO et al., 2009).

A pessoa idosa sofre uma decadência fisiológica geral no seu organismo, a qual interfere em sua qualidade de vida, saúde e capacidade física e psicológica, embora esse declínio não significa sinal de patologias, porém quando não recebido os cuidados necessários / adequados, pode desenvolver inúmeras doenças. Logo, é imprescindível para que estes idosos possam gozar de uma vida saudável e ativa, é importante que os profissionais de saúde desenvolvam estratégias que venham conscientizar sobre a relevância de aderir a um estilo de vida saudável, bem como, praticar exercícios físicos (GONÇALVES et al., 2008).

De acordo com Rabelo e Neri (2013), neste contexto de prevenção e intervenção de quedas em idosos é necessário observar em que grupo estão inseridos os idosos, ou seja, aqueles que encontram-se nas instituições de longa permanência são diferentes daqueles que encontram-se nas unidades básicas de saúde, centros de atenção psicossocial, ou em universidades abertas à terceira idade e centros de convivência.

Em suma, compete aos profissionais da área da saúde alertar a comunidade sobre os fatores de risco que podem levar as quedas e, sobretudo, suas consequências, independentemente qual seja o ambiente em que o idoso esteja inserido (domiciliar ou fora dele). É importante propor uma abordagem multiprofissional, onde as equipes de profissionais da saúde como: fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, envolvam-se de modo efetivo no planejamento de estratégias de ações de prevenção e intervenção (GONTIJO, 2011).

Sendo assim, o uso de estratégias preventivas educacionais aos idosos e seus familiares deve abranger orientações sobre os riscos, os danos, as possíveis causas de quedas e, sobretudo os meios de prevenção das mesmas. Portanto, a elaboração de materiais educativos com subsequente distribuição dos mesmos constitui um meio extremamente eficaz e devem ser estimuladas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013).

O Ministério da Saúde (2009) descreveu importantes orientações como estratégias para a prevenção de quedas entre os idosos, conforme segue a descrição na sequência.

  • Fazer exames oftalmológicos e físicos anualmente, em específico para detectar a existência de problemas cardiovasculares;
  • Tomar banhos de sol diariamente;
  • Participar de programas de exercícios físicos que visem o desenvolvimento de agilidade, força, equilíbrio, coordenação e ganho na amplitude de movimento;
  • Eliminar da casa tudo aquilo que possa provocar escorregões e instalar suportes, corrimão e outros acessórios de segurança;
  • Usar sapatos com sola antiderrapante;
  • Amarrar adequadamente o cadarço do seu calçado;
  • Tomar os medicamentos nos horários corretos e da forma que foi prescrita pelo médico responsável, na maioria dos casos, acompanhados com um copo d’água;
  • Não andar somente de meias;
  • Evitar fadiga muscular e situações que permitem o desenvolvimento de confusão mental (mudanças bruscas de decúbito, falta de alimentação, entre outros);
  • Comprar sapatos esportivos e, o gênero feminino que não encontrar sapatos esportivos suficientemente largos para o formato do seu pé devem comprar na seção masculina, pois estes sapatos têm fôrmas maiores;
  • Substituir os chinelos que estão deformados ou estão muito frouxos;
  • Usar uma calçadeira ou sentar-se para colocar os sapatos;
  • Evitar sapatos altos e com sola lisa;
  • Evitar ingestão excessiva de bebidas alcoólicas;
  • Manter uma lista atualizada de todos os medicamentos que está fazendo uso ou que costuma tomar;
  • Informar-se com o seu médico sobre os efeitos colaterais dos remédios que você está consumindo e,
  • Certificar-se de que todos os medicamentos estejam claramente rotulados e guardados em um local adequado (respeitar as instruções de armazenamento).

De acordo com o Guia de Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas da Sociedade Americana e Britânica de Geriatria e da Academia Americana de Ortopedia (2001) a atividade física reduz o número de quedas e o número de lesões ocasionadas pelas quedas. Além do efeito benéfico encontrado nas quedas, a atividade física mostra uma melhora no equilíbrio postural.

A prática da atividade física regular tem sido associada à diminuição na prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e ao risco de mortalidade por todas as causas. Levando em consideração esses efeitos benéficos, a atividade física está associada com a prevenção, controle e tratamento de algumas patologias consideradas como fatores intrínsecos para as quedas, como: Acidente Vascular Cerebral, Hipertensão Arterial, Insuficiência Cardíaca, Alterações Cognitivas, Artrite, entre outras.

A inclusão de exercícios físicos é uma excelente estratégia para reduzir os riscos de quedas em pessoas idosas, pois devido ao envelhecimento há uma decadência das reservas fisiológicas, interferindo na capacidade funcional desses indivíduos, o que os torna mais frágeis fisicamente (FABIANO; LOVATO, 2012).

Portanto, aderir a um programa de exercícios físicos é de suma importância para a qualidade de vida dos idosos, uma vez que favorece para melhora na aptidão física, reduz os riscos de quedas e doenças relacionadas à idade (FAIER et al., 2014).

Compete ao profissional Fisioterapeuta desempenhar um importante papel no processo de senescência, especialmente no que diz respeito ao sistema músculoesquelético (COELHO et al., 2009). Um programa de fisioterapia preventiva é uma alternativa viável que ajuda a elevar a autoestima e capacidade funcional do idoso, preservando sua função e retardando a instalação de patologias e incapacidades e, resultando numa melhor qualidade de vida. Além disso, observa-se também uma expressiva redução dos riscos de quedas, hospitalização e gastos com a saúde (OLIVEIROS; SANTOS, 2014).

[…] a fisioterapia interfere de forma direta nas causas de quedas em idosos, geradas devido aos fatores intrínsecos e extrínsecos […]. Ela atua através de fortalecimento dos membros inferiores, superiores e tronco, mobilização articular, treino de marcha, mudanças de decúbito, exercícios de agilidade, além de atividade aeróbica, proprioceptiva e hidroterapia (ALMEIDA et al., 2009, p. 6).

O treinamento de força para as pessoas idosas também tem se mostrado uma alternativa eficaz para aumentar a massa e a força muscular, bem como, melhorar a adesão das unidades motoras, intensificando sua taxa de disparo. Recomenda-se praticar exercícios físicos ao menos 3 a 4 vezes por semana para pessoas idosas que gozam de boa qualidade de vida (MAYER et al., 2011).

Adicionalmente, Grunvald (2011) descreveu que os exercícios de resistência muscular e de ganho de força são relevantes para a população da terceira idade, uma vez que podem desencadear as seguintes modificações: aumentar a massa muscular, interrompendo a evolução e/ou revertendo a sarcopenia; aumentar a taxa do metabolismo basal; estabilizar e/ou aumentar a massa óssea, prevenindo e/ou estabilizando a osteoporose; melhorar a flexibilidade, o equilíbrio e a capacidade de realizar as atividades do cotidiano e, manter a independência física. Segundo Araújo, Fló e Muchale (2010) os exercícios de treinamento resistido constituem importante para a população idosa, pois favorecem na mobilidade e ganho de força, além de produzir efeitos positivos sobre inúmeros fatores neuromusculares. Já os exercícios de baixa ou moderada intensidade e, portanto, longa duração, mostram-se mais eficazes para idosos sedentários e com saúde frágil.

Os exercícios resistidos são muito úteis para a população idosa, haja vista que os mesmos se mostraram eficazes na melhora de variáveis fisiológicas e parâmetros funcionais, tais como: força muscular, pressão arterial sistêmica, equilíbrio, marcha e agilidade, além de serem capazes de retardar as alterações no organismo oriundas do processo de envelhecimento (COSTA et al., 2015).

De acordo com Aguiar et al. (2014), o aumento da resistência muscular além de contribuir para melhorar a habilidade e o equilíbrio do idoso, também favorece sua autonomia na realização de suas atividades habituais e cotidianas, aptidão muscular, independência, socialização, bem como, diminui o estresse e previne o desenvolvimento das doenças.

Os exercícios de flexibilidade é outra alternativa / modalidade muito eficaz que podem ser praticados pelos idosos para melhorar a qualidade de vida e prevenir os riscos de quedas, conforme ilustrado na Figura 4. Estes exercícios promovem através do alongamento um ganho ou manutenção da amplitude de movimento e também melhoram o equilíbrio e a mobilidade do indivíduo (GRUNVALD, 2011).

A maior incidência de quedas na população idosa acontece dentro do próprio lar ou em local próximo a ele, por diferentes motivos, sendo que muitos desses acidentes poderiam ser evitados se fossem tomadas medidas preventivas, como por exemplo: mudar objetos e móveis de local, maior conhecimento sobre os fatores de risco e realização de exercícios físicos. O treinamento de propriocepção também é tido como importante medida  preventiva de quedas entre os idosos, uma vez que a falta de equilíbrio é fator preponderante na promoção de quedas (LOPES, 2014).

Os exercícios de balance e propriocepção melhoram o padrão de qualidade da marcha, o equilíbrio estático e dinâmico, a consciência corporal, a mobilidade, a estabilidade segmentar do corpo (sistema ativo, passivo e o neural) e reduzem os riscos de quedas entre os indivíduos. Além dessas vantagens, também promovem uma melhora da parte óssea, reduzindo o risco de osteoporose; recondicionamento postural, diminuindo as chances de quedas e lesões; aumento da flexibilidade e força que propicia a independência e melhora dos movimentos (GRUNVALD, 2011, p. 1).

De uma forma geral, os exercícios de propriocepção contribuem para que o idoso possa treinar o equilíbrio e ganhar flexibilidade, reduzindo os riscos de quedas. Aproximadamente 30% das pessoas com faixa etária acima dos 65 anos de idade já sofreram quedas, muitos desses idosos apresentaram reincidência. As consequências destas quedas geram importantes lesões e, muitas vezes, trazem consequências mais sérias que acabam levando os idosos a tornarem-se cada vez mais dependentes e, reclusos por receio de reincidência nas quedas (LOPES, 2014).

A atividade predominantemente aeróbica é considerada a melhor alternativa de exercício físico segundo a literatura científica, pois permite exercitar grandes grupos musculares e, entre as atividades com estas características destacam-se: caminhar (no parque ou na esteira rolante), pedalar (bicicleta convencional ou ergométrica), dançar, nadar, ginástica aeróbia e hidroginástica (TRIBESS; VIRTUOSO JUNIOR, 2005).

Grunvald (2011) descreveram que os benefícios dos exercícios aeróbicos são: otimizar o desempenho cardiovascular e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, melhorar a tolerância frente ao exercício físico, aumentar a sensibilidade à insulina, melhorar a flexibilidade e o equilíbrio e, fundamentalmente reduzir os riscos de quedas e suas consequências, especialmente as fraturas.

Os exercícios aeróbicos realizados regularmente previnem a perda de vasodilatação do endotélio que é um acontecimento natural do envelhecimento, elimina o sedentarismo tornando um idoso saudável, melhora a autonomia, o equilíbrio, previne o ganho de peso, atua na alteração sanguínea em relação às patologias ateromatosas, retarda o declínio cognitivo, reduz a hipertensão arterial sistêmica e a diabetes mellitus, entre outros fatores de riscos de contribuem para doenças e, principalmente as quedas (ARAÚJO, 2008).

Na prática de exercícios físicos aeróbicos é recomendado que o indivíduo pratique ao menos 30 minutos diariamente e, sendo no mínimo 3 vezes por semana. Entretanto, ainda preconiza-se que além de realizar estes exercícios físicos, é importante optar por uma boa alimentação, reduzir os níveis de estresse, fazer acompanhamento médico regularmente (oftalmologista, geriatria, entre outras especialidades), evitando o desenvolvimento de doenças que possam afetar sua qualidade de vida (GRUNVALD, 2011).

Em suma, os trabalhos científicos deixam claros que um envelhecimento saudável retarda significativamente o declínio funcional das estruturas e sistema musculoesquelético, favorece uma melhor interação social e uma qualidade de vida mais desejável, contribuindo para o melhor desempenho e capacidade funcional do idoso, auxiliando para a redução de quedas (COELHO et al., 2009).

Desportiva, Fisioterapia, Saúde

Fortalecimento Muscular como Medida Preventiva Contra Lesões em Esportes de Alto Impacto

Exercícios de alto impacto são, de maneira geral, atividades que demandam algum tipo de esforço do organismo em qualquer aspecto. Eles podem ter alta demanda cardiovascular, muscular, carga elevada nos ligamentos e tendões ou ser treinos longos, com muito tempo de prática de exercício.

Por isso, corridas, natação, bicicleta, lutas, crossfit, musculação, esportes – todas essas modalidades podem, dependendo da maneira que são praticadas, se tornar exercícios de alto impacto.

Para saber se o seu treino é um exercício de alto impacto, basta perceber como andam seus batimentos cardíacos durante o treino, as dores musculares no dia seguinte e, especialmente, como anda a sua evolução no aspecto de condicionamento físico. Se você está vendo que tudo acontece com uma frequência muito grande, esse é um sinal de que está praticando um treino de alto impacto.

Fortalecimento Muscular

No que se refere ao fortalecimento muscular, devemos ter muito cuidado, tanto com a ansiedade do atleta em melhorar de alguma lesão, quanto com a nossa própria como reabilitadores, para não passarmos do limite e piorar ainda mais o quadro da lesão ou criar uma nova.

O fortalecimento muscular deve começar nos estabilizadores (músculos do CORE), musculatura profunda que estabiliza o tronco, para que o movimento aconteça com o mínimo de sobrecarga possível, pensando em diminuir as sobrecargas articulares e musculares, tornando os movimentos mais fluidos e biomecanicamente corretos, para que a repetição não seja lesiva. Lembrando que a repetição não é a causadora das lesões assim como imaginávamos tempos atrás, e sim a repetição de um movimento de maneira incorreta por muitas vezes.

Os chamados músculos CORE são responsáveis pela estabilização do tronco e da pelve durante os movimentos; são mais axiais ao centro do corpo do que distais, e também são chamados de “Power House”, ou centro de energia vital, como os praticantes de yoga o denominam. São eles: reto abdominal, oblíquo, transverso, multífido, eretores da espinha e quadrado lombar.

Quando prescrevemos cinesioterapia, que é o conjunto de atividades físicas com finalidade terapêutica, para os atletas, devemos tomar cuidado e observar o surgimento das compensações e/ou manias dos atletas, que sempre realizaram os exercícios da maneira que julgam mais fácil e eficiente, o que na maioria das vezes acontece de forma errada.

É importante determinar o protocolo de fortalecimento que será adotado com cada atleta e discutir com a equipe multiprofissional, de aumento da força muscular. O treinamento de força também para que tenhamos o melhor desenvolvimento muscular possível. A partir dessa determinação deve-se avaliar o RM (Repetição Máxima) para iniciar o treinamento com segurança e visando o resultado final deve ter como objetivo a estabilização central em conjunto com a musculatura mobilizadora, para que se obtenha uma melhora da consciência corporal, e para que todos os movimentos aconteçam sem compensações, durante a atuação no treino e em competições.  Não podemos esquecer a caracterização de cada esporte, os de força explosiva e os de resistência, cada um com seu treinamento específico. Após os resultados alcançados  temos o risco de lesões minimizado e o gasto energético diminuído, devido à possibilidade de o atleta utilizar a musculatura necessária com maior efetividade para sua atividade.

O teste de uma repetição máxima (1RM) ou teste de 1RM, em musculação, refere-se à quantidade de peso deslocado, em um determinado exercício de musculação, que resulta no movimento completo executado de forma correta, sem a capacidade de realizar o segundo movimento e constitui uma forma eficiente para avaliar a força muscular. O 1RM pode ser usado para determinar uma força máxima individual e é o método utilizado para determinar os vencedores em eventos como os de levantamento de peso básico e halterofilismo. O teste também pode ser utilizado como um limite superior, a fim de determinar a carga (intensidade) desejada para se realizar um exercício (como uma percentagem do 1RM).

O site da Mundo TRI, postou em 2012 um artigo da Ana Lídia, jornalista e triatleta, sobre fortalecimento muscular no triathlon. Segundo a jornalista, trabalhos específicos são necessários para que os treinos complementares atuem positivamente no desempenho do atleta. Esses treinos devem espelhar as necessidades musculares do esporte em questão. Outro ponto importante é a questão do custo x benefício do treinamento complementar. É importante escolher exercícios adequados para que o corpo possa atingir bons resultados de maneira eficiente.

O trabalho de força no triathlon deve preparar os músculos para a carga de esforço que está por vir, sendo assim, deve trabalhar articulações e grandes músculos para prevenir lesões decorrentes do esforço físico empregado.

O artigo também ressalta que o treinamento funcional tem ganhado muitos adeptos, pois trabalha vários músculos em conjunto e fortalece o que chamamos de CORE que são os músculos do centro do nosso corpo responsáveis por uma infinidade de movimentos corporais e equilíbrio. A Ana Lídia também classifica as fases de fortalecimento em treinamento básico, hipertrofia e força máxima.

O site da Ativo, um artigo da Renata Ortiz sobre a importância do fortalecimento do CORE ( músculos responsáveis por dar suporte e estabilidade para a região pélvica, lombar e quadril). Esses músculos estabilizam o tronco e, fortalecidos, evitam uma série de lesões. A autora explica que esportes de endurance exigem que a musculatura fique em determinada posição durante uma quantidade considerável de tempo.

Quando o CORE não está forte o suficiente, o corpo acaba transferindo a força para outros grupos musculares em regime de compensação, causando problemas de coluna, perda de desempenho por conta de uma postura errada. O artigo também oferece algumas dicas de fortalecimento do core. Vale a pena dar uma lida.

O site da Webrun postou um artigo sobre a importância do fortalecimento muscular resistido como prevenção à sarcopenia (perda de massa muscular associado a idade). Com o avanço da idade é natural que haja uma perda de massa muscular e o fortalecimento físico em conjunto com exercícios aeróbicos conseguem diminuir drasticamente este problema.

O ideal é que o fortalecimento muscular não seja deixado de lado. É uma peça importante para realizar uma atividade com qualidade e de forma saudável.

 

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Influência da Terapia Manual Associando a Cinesioterapia em Indivíduos com Dor Lombar

A dor lombar, também conhecida como lombalgia, provoca dor no final da coluna, e pode ser acompanhada ou não de dor que se irradia para uma ou ambas as nádegas ou para as pernas no mesmo sentido do nervo ciático.

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Ela pode ser classificada como sendo:

  • Lombalgia aguda: A dor nas costas surgiu há menos de 6 semanas, sendo causada por fatores como má postura e melhora com medicamentos ou fisioterapia;
  • Lombalgia crônica: Ador nas costas está presente há mais de 12 semanas, sua causa nem sempre é identificada e o tratamento envolve medicamentos, fisioterapia e exercícios de forma regular.

Ela pode ser causada por má postura, um mal jeito nas costas ou pode estar associada a outras doenças, como hérnia de disco ou artrose na coluna. Seu tratamento é feito com a toma de anti-inflamatórios e analgésicos e sessões de fisioterapia, que podem envolver uso de bolsas de água quente, exercícios e alongamentos.

Cinesioterapia

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A cinesioterapia é o uso do movimento e dos exercícios como recursos terapêuticos, objetivando manter, corrigir e/ou recuperar uma determinada função do corpo ou manter o bem-estar (Shestack, 1987). Para atingir esses objetivos, busca-se desenvolver, restaurar e manter a força muscular, a resistência à fadiga, a mobilidade e a flexibilidade corporal, o relaxamento e a coordenação motora (Kisner e CoIby, 1998).

“O exercício terapêutico é uma das ferramentas-chave que um fisioterapeuta usa para restaurar e melhorar o bem-estar musculoesquelético do paciente”
(Kisner e Colby, 1998).

A indicação da cinesioterapia é bastante criteriosa e demanda uma avaliação funcional minuciosa para traçar objetivos e estratégias, além de reavaliações frequentes para averiguar a progressão do paciente e realizar ajustes de conduta quando necessário, para atingir os objetivos traçados inicialmente (Kisner e CoIby, 1998).

O programa de exercícios deve ser traçado individualmente para cada paciente levando em conta suas necessidades e incapacidades. A modalidade, frequência e duração do tratamento cinesioterapêutico são determinadas frente à história clínica e exame físico do paciente (Shestack, 1987). Os exercícios de cinesioterapia podem ser passivos ou ativos e alongamentos terapêuticos (Kisner e CoIby, 1998).

• Exercícios passivos

Os exercícios passivos são aqueles realizados por uma força externa. Os músculos envolvidos no tratamento não estão atuando (Lucareli, 2007). São indicados quando o paciente for incapaz ou não puder mover ativamente um segmento, como quando está em coma, paralisado ou em repouso no leito (Kisner e CoIby, 1998).

Os principais objetivos dos exercícios passivos são: diminuir as complicações da imobilização no leito, manter a mobilidade articular e dos tecidos conjuntivos, minimizar a formação de contraturas, reduzir a dor, favorecer a nutrição das cartilagens, auxiliar o processo de regeneração após uma lesão (Kisner e CoIby, 1998).

Existem diversos tipos de exercícios passivos: analítico simples (somente um complexo articular é mobilizado, respeitando a amplitude de movimento presente), analítico específico (somente um complexo articular é mobilizado, porém buscando aumentar a amplitude de movimento presente), funcional (uma ou mais articulações são mobilizadas na intenção de buscar restaurar uma função restringida), autopassivo (o manuseio é feito pelo próprio paciente com estruturas íntegras) e instrumental (os movimentos são feitos por aparelhos controlados por um terapeuta) (Lucareli, 2007).

• Exercícios ativos

Os exercícios ativos são aqueles realizados pelo indivíduo com ou sem auxílio de uma força externa (Lucareli, 2007). São indicados quando o paciente está apto a contrair ativamente seus músculos e mover um segmento com ou sem assistência e quando o movimento não é contraindicado (Kisner e CoIby, 1998).

Os objetivos dos exercícios ativos são além dos objetivos já citados na técnica passiva: manter a elasticidade e a contratilidade fisiológica dos músculos trabalhados, estimular a integridade óssea e articular, dar feedback sensorial aos músculos em contração, melhorar a circulação sanguínea e a coordenação e habilidades motoras para atividades funcionais (Kisner e CoIby, 1998).

Existem diversos tipos de exercícios ativos: ativo livre (movimento feito voluntariamente pelos músculos envolvidos no movimento, sem a resistência de qualquer força externa, exceto a gravidade e o peso do segmento), ativo assistido (movimento feito voluntariamente pelos músculos envolvidos no movimento, com auxílio de força externa para atingir a amplitude de movimento total da articulação), autoassistido (movimento feito voluntariamente pelos músculos envolvidos no movimento, com auxílio de força externa oferecida pelo próprio paciente) e ativo resistido (solicita ação e controle dos músculos motores do movimento solicitado contra uma força externa (manual ou mecânica) além da gravidade e peso do segmento, objetivando aumentar a força, a potência e a resistência muscular) (Lucareli, 2007).

Os exercícios ativos livres e ativos resistidos também podem ser executados com o auxílio de bolas, elásticos e bastões para orientar o movimento.

Terapia Manual

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A manipulação articular é uma técnica de terapia manual utilizada para aliviar a dor, melhorando a amplitude de movimento causada por disfunções articulares, agindo principalmente nas alterações geradas sobre mecânica articular. As causas mais comumente de disfunções na mecânica articular são: dor, mecanismos de defesa muscular, derrame articular, contraturas ou aderência nas cápsulas articulares ou ligamentos de suporte, desalinhamento e subluxação das superfícies ósseas, e para que a mobilização articular seja eficiente e segura, é necessário que o terapeuta tenha conhecimento sobre a anatomia, a artrocinética, a osteocinemática e os mecanismos neurofisiológicos musculoesqueléticos. (ARAÚJO, 2012)

Segundo Santos (2010), a manipulação articular é um tratamento sugerido para indivíduos portadores de lombalgia, pois, alguns estudos evidenciam que esta técnica produz melhora da sintomatologia dolorosa, sendo constatado efeito imediato sobre a dor.

De acordo com Machado e Bigolin (2010), a mobilização neural é um conjunto de técnicas utilizadas na prática de terapia manual que impõe um tensionamento do sistema nervoso, por meio de determinadas posições para que, em seguida, sejam realizados movimentos lentos e rítmicos direcionados aos nervos periféricos e à medula espinhal, fator este que ocasiona melhora da transmissão do impulso nervoso.

A mobilização neural pode ser utilizada em todos os distúrbios de etiologia mecânica e fisiológica que comprometem o sistema nervoso (VASCONCELOS, 2007), como também, na recuperação de pacientes com distúrbios musculoesqueléticos. Contudo, há limitada evidência apoiando sua utilização como tratamento eficaz para lombalgia (SOARES, et al, 2010).

Todavia, sabe-se que há uma grande variedade de recursos e técnicas, sobretudo, técnicas de terapia manual utilizadas na prática fisioterapêutica que objetivam prevenir e tratar diversos distúrbios osteoneuromusculares, e que algumas dessas técnicas se destacam quando referidas ao tratamento de dores na coluna lombar, dentre elas, estão, a manipulação articular e a mobilização neural, sendo estas, ainda pouco estudadas e avaliadas criticamente.

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Fisioterapia para Dor Crônica

Lidar com a dor muitas vezes se torna uma difícil e longa jornada. Geralmente, começa como um problema aparentemente simples, mas que aos poucos parece não ter fim, levando a sentimentos de desesperança, isolamento social e muitos outros problemas. A OMS estima que cerca de 30% da população mundial apresenta dor crônica.

A Dor Crônica é geralmente descrita como uma dor persistente por pelo menos três meses. Outros critérios apontam um mínimo de 6 meses de dor para considerá-la como crônica. Há também um critério mais flexível, que a descreve como uma dor que se estende para além do período esperado para a cura. É muito difícil precisarmos exatamente em que ponto uma dor aguda se transforma em crônica. Isto costuma variar muito em cada caso.

Costuma-se dividir a dor crônica em dois tipos, de forma mais geral: a dor nociceptiva, ligada a uma lesão no tecido, e a dor neuropática, que se relaciona a alguma lesão nos nervos. Em muitos casos, não há uma explicação clara sobre os motivos da dor ainda persistir. As pessoas costumam associar a dor como um sinal de que há alguma doença no corpo. Muitas vezes, ainda fazem a comparação da intensidade da dor com a gravidade da doença. Na dor crônica, esta relação não acontece dessa forma. Dores muito intensas podem nem estar relacionadas a nenhuma doença específica.

Outro problema comum em relação à dor crônica é que tratamentos que costumam funcionar com as dores agudas, a longo prazo, para dores crônicas, não funcionam e em alguns casos chegam a piorar o quadro. Por exemplo, o repouso costuma ser algo indicado para uma dor mais aguda, como a fratura de um osso. Por sua vez, em um caso de dor crônica, o repouso excessivo é contraindicado, pois leva a um enfraquecimento dos músculos e ligamentos, além de reduzir as atividades da pessoa, intensificando sentimentos de impotência e podendo levar a um quadro de depressão.

Uma dor que se estende por mais de 3 ou 6 meses não costuma ter uma resolução simples. Por isso, na grande maioria dos casos, o tratamento mais preconizado é o interdisciplinar, envolvendo profissionais de diversas áreas da saúde, como medicina, enfermagem, fisioterapia, psicologia, entre outros.

A fisioterapia tem ganhado destaque e se tornado indispensável na promoção da melhora e recuperação dos quadros de dor crônica. Algumas modalidades possuem grande potencial terapêutico, dentre elas:

Eletroterapia

A dor crônica tem uma relação muito forte com os mecanismos de memória e a eletroterapia pode interferir neste ciclo vicioso e interromper determinados mecanismos para que haja alívio ou controle da dor do indivíduo.

Há uma possibilidade de alivio das dores, muitas vezes apenas temporário, mas isso produz um ambiente no organismo de controle maior das dores, levando a que cada vez mais haja um rebaixamento do nível de dor sentida, até que consigamos um controle maior da dor e poderemos realizar movimentação maior e mais adequada para tratar a causa, a biomecânica do movimento alterado, caso houver.

Acupuntura

Uma análise de 29 estudos clínicos feita por cientistas da Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (EUA), mostrou que a acupuntura é melhor que o uso de placebo para o tratamento de alguns tipos de dor crônica, como a lombalgia e a cefaleia. Os resultados foram divulgados essa semana na revista Archives of Internal Medicine.

Os pesquisadores utilizaram informações de estudos clínicos feitos com um total de 17.992 pacientes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha e Suécia. A acupuntura se mostrou superior no tratamento da dor crônica tanto em relação ao grupo que não recebeu nenhuma terapia quanto ao que recebeu acupuntura simulada, quando as agulhas são introduzidas na pele, mas fora dos pontos específicos. Também foram usadas nos estudos analisados agulhas retráteis (que não ultrapassam a pele dos pacientes), acupuntura a laser e nenhum tratamento.

Os pacientes deram “notas” de zero a dez para o grau de dor que sentiram ao final de cada sessão. Segundo os estudiosos, os pacientes que receberam acupuntura apresentaram menor dor nos casos crônicos de lombalgia, osteoartrite e cefaleia que os pacientes tratados com acupuntura simulada e outros tratamentos placebos.

A técnica criada há pelo menos 2.500 anos pelos chineses era posta em dúvida até hoje porque, em muitos estudos, apresentava resultados não suficientemente melhores que o tratamento placebo. De acordo com os autores, os dados dessa análise com pacientes em testes clínicos de alta qualidade fornecem as mais robustas evidências de que a acupuntura é uma boa opção para pacientes com dor crônica.

Agulhamento Seco

É uma técnica de tratamento de dores crônicas, em especial de dores musculares (dor miofascial), realizada através da inserção de agulha através da pele e musculatura, sem a injeção de qualquer medicamento.

O agulhamento seco vem se tornando cada vez mais difundido e se mostra eficaz no alívio de alguns tipos de dor.

Pode ser utilizada no tratamento de dor lombar, dor cervical, torcicolo, dor de cabeça, dor nos braços ou nas pernas, etc.

A principal indicação do agulhamento seco é para tratamento de dores crônicas de origem miofascial (dores musculares). Muitas vezes pacientes com dores crônicas na coluna vertebral apresentam mais de uma origem para suas dores (dor muscular + dor discogênica (origem no disco intervertebral) + dor articular (facetária), etc), desta forma, o agulhamento seco pode aliviar o componente da dor de origem muscular, propiciando melhora significativa do quadro doloroso do paciente.
Acredita-se que boa parte das dores crônicas, incluindo dores na coluna vertebral, tenha origem muscular (miofascial).

Os músculos podem ser a origem primária da dor, assim como podem começar a doer devido a uma maior sobrecarga muscular por uma dor pré-existente (ex.: alguém com dor no joelho direito começa a andar “mancando” e passa a sobrecarregar a coluna e perna esquerda, iniciando quadro doloroso nestas regiões).

Os músculos podem apresentar pontos de tensão, conhecidos como pontos gatilhos ou “trigger points”, ou popularmente chamados de “nós” na musculatura.

O objetivo do agulhamento seco é inativar os pontos de tensão da musculatura (pontos gatilhos), provocando alívio da dor de origem miofascial (muscular).

Terapia Manual

A Terapia Manual é uma técnica da fisioterapia que utiliza os movimentos do próprio paciente no alívio da dor e na recuperação da função. Ela usa como instrumento as mãos do fisioterapeuta, que estará trabalhando para tratar as disfunções, normalizar os tecidos, restabelecer a mobilidade articular e devolver saúde ao organismo.

A Terapia Manual é utilizada no tratamento das articulações que precisam de mobilidade e amplitude de movimento (ADM) adequadas em certas condições músculo- esqueléticas.

A limitação de movimento articular pode causar desconforto, dor e uma alteração na função, postura e movimento global. Tal procedimento restaura a mobilidade das articulações rígidas e reduz a tensão muscular, a fim de retornar ao paciente um movimento natural e indolor.

O que proporciona o alívio da dor crônica ou aguda, envolvendo problemas articulares ou musculares, como disfunção sacro ilíaca e dor nas costas aguda devido a tensão muscular lombar.

As técnicas manuais de fisioterapia visam relaxar os músculos e articulações bloqueadas, no sentido de diminuir a dor nas costas e aumentar a flexibilidade.

Em geral, as técnicas de fisioterapia manual empregam os seguintes tipos de movimento:

  • Liberação do Tecido Mole, incluindo massagem, que aplica pressão nos tecidos moles do corpo, como os músculos. Essa pressão ‘ ajudar a relaxar os músculos, aumentar a circulação, quebrar o tecido cicatricial e aliviar a dor nos tecidos moles.
  • Mobilização / Manipulação Articular, que utiliza movimentos medidos de velocidade variável (lenta a rápida), força (suave a forte) e distâncias (chamadas ‘amplitude’) para torcer, puxar ou empurrar os ossos e articulações em posição. Isso pode ajudar a afrouxar tecidos apertados em torno de uma articulação, reduzir a dor em uma articulação e tecido circundante, e ajudar com flexibilidade e alinhamento.

Neuromodulação

A neuromodulação é uma forma de tratamento que utiliza estímulos elétricos, magnéticos ou infusão de pequenas doses de medicações para alterar a função do sistema nervoso. Através da modulação de regiões específicas do cérebro ou da medula espinhal, é possível normalizar a função nervosa e, dessa forma, tratar diversos tipos de distúrbios neurológicos.

A reversibilidade é uma das grandes vantagens da neuromodulação. O tratamento é ajustável de acordo com a queixa do paciente, podendo ser retirado ou interrompido a qualquer momento, caso não haja resposta satisfatória.

Para o tratamento da dor crônica, as principais técnicas de neuromodulação utilizadas são: a estimulação medular, o implante de bomba de infusão de fármacos, a rizotomia por radiofrequência, a estimulação do córtex motor e a estimulação magnética transcraniana.

A estimulação medular é uma técnica minimamente invasiva, que envolve o implante de um eletrodo sobre a medula espinhal, sendo também conhecido como “marca-passo da dor”. Ela age através da liberação de impulsos elétricos que bloqueiam a transmissão da dor na medula espinhal. Quando necessário, o estímulo pode ser ajustado no próprio consultório médico, através de um aparelho sem fio colocado sobre a pele do paciente. Essa técnica é segura, bem tolerada, e já foi utilizada em milhares de pacientes em todo o mundo.

Cinesioterapia

A cinesioterapia é benéfica não só do ponto de vista físico, como também emocional, evitando que o doente foque a atenção na dor e motivando-o para o plano terapêutico analgésico.

Uma prática regular, planeada e acompanhada, pode ajudar a:

  • Diminuir a dose de medicação necessária para obter alívio da dor.
  • Melhorar o sono e os níveis de energia no dia a dia.
  • Perder peso, o que reduz o stress articular.
  • Tornar os músculos menos propícios ao microtrauma, diminuindo a dor.
  • Fortalecer os músculos em redor das articulações inflamadas, oferecendo uma tonificação natural que alivia a carga dos ossos e da cartilagem.

Estabilização Segmentar Vertebral

A estabilidade vertebral é definida como a habilidade de controlar movimento e prevenir movimentos indesejáveis da coluna.

Esta estabilidade é realizada pelos músculos profundos, principalmente, os multífidos e transverso do abdômen.

Quando a coluna vertebral está lesionada, estes músculos não respondem e o corpo se adapta, utilizando musculaturas dinâmicas, responsáveis somente pelo movimento do corpo e não pela estabilidade.

É necessário o recondicionamento destes músculos profundos para gerar proteção novamente.

A estabilidade depende de um sistema de estabilização segmentar composto por três subsistemas:

  • Passivo, corpos vertebrais, articulações facetárias, cápsula articular, discos intervertebrais, que fornecem a maior parte da estabilidade pela limitação passiva no final do movimento.
  • Ativo, músculos e tendões em especial os músculos multífidos e transverso do abdômen, que fornecem suporte e rigidez no nível intervertebral, para sustentar forças exercidas no dia-a-dia.
  • Neural é composto pelos sistemas nervosos central e periférico,( ou seja encéfalo, medula espinhal e nervos) este sistema coordena as contrações musculares, sendo responsável pelo controle motor ou seja, ativa os músculos corretos no tempo certo, para proteger a coluna de lesões e permitir o movimento.

Quando um desses sistemas falha os outros dois se reorganizam para dar continuidade a homeostase. Porém, muitas vezes, essa reorganização é inadequada sobrecarregando os subsistemas, promovendo uma instabilidade vertebral.

Na estabilização da coluna vertebral é importante um centro neuromuscular íntegro, para a execução dos movimentos, tentando manter a estabilidade espinhal e evitar compensações dos músculos globais na presença de disfunção.

Normalmente os músculos responsáveis por estabilizar a coluna devem manter-se levemente contraídos (ativados) para promover a estabilização segmentar.

Mas diversos processos fazem com que o indivíduo perca essa capacidade, já que os músculos ficam fracos e atrofiam com o sedentarismo ou processos de lesões e dor.

E o segmento lombar é o mais acometido, já que absorve grande parte do impacto gerado na coluna no nosso dia-a-dia.

O programa de estabilização segmentar visa então ajudar o indivíduo a obter ganhos de força, resistência e principalmente controle neuromuscular eficiente e de forma antecipada em músculos específicos, que tendem a controlar a zona neutra.

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Raciocínio Osteopático na Dor Lombar

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dor lombar é uma das maiores causas de afastamento de indivíduos de suas atividades laborais, e a prevalência de algias na coluna vertebral constitui um problema agravante, pois atinge grande parte da população mundial, resultando em um percentual total de 60 a 80% de pessoas que têm ou terão dor na coluna vertebral. Estudos afirmam que em alguma fase da vida 70 a 85 % de todas as pessoas do mundo sofreram um episódio de dor lombar. No Brasil a disponibilidade de fontes de dados epidemiológicos relativos à doença de coluna proveniente de inquéritos nacionais é escassa, porém, um estudo feito em nosso país demonstra que dez milhões de indivíduos ficam incapacitados por causa dessa morbidade, outro estudo afirma que a dor crônica é a principal causa de procura por atendimento em ambulatórios, e ainda outro estudo analisou 3.182 pacientes, no sul do Brasil, e mostrou que, a dor crônica mais frequente é a dor lombar.

Uma opção para o tratamento de dor nas costas é a osteopatia, um método de avaliação, diagnóstico e tratamento muito eficaz, utilizado no mundo todo. É uma técnica de terapia manual, sem utilizar qualquer tipo de aparelho eletrônico, apenas as mãos. Não possui contra indicações absolutas e pode ser realizada por pessoas de todas as idades, respeitando sempre os limites de cada indivíduo. A principal diferença entre a fisioterapia convencional e a osteopatia é o raciocínio clínico voltado para a causa dos sintomas, integrando os sistemas muscular, visceral e craniano.

A osteopatia possui um diagnóstico diferenciado, exclusivo para cada paciente, dependendo da avaliação – a parte mais importante de um tratamento. Através dela o fisioterapeuta poderá detectar as possíveis causas para as dores. Primeiramente, procuramos ouvir a história de como começaram os sintomas, em que momento agrava a dor, o tipo de dor, o período e os movimentos que pioram ou melhoram. Usamos também, testes físicos para diagnosticar e confirmar os sintomas. Posteriormente checamos a mobilidade e qualidade dos tecidos envolvidos, sempre fazendo uma inter-relação entre todos os sistemas corporais, até chegarmos em um diagnóstico final com as possíveis causas.

Os pesquisadores da Universidade do Norte do Texas determinaram que a terapia manual osteopática não-invasiva reduz a dor lombar na maioria dos casos – evitando dispendiosas cirurgias invasivas da coluna vertebral.

Os pesquisadores da Universidade do Norte do Texas e os pesquisadores do Texas College of Osteopathic Medicine realizaram sua pesquisa em 455 pacientes – 269 (59%) com dor nas costas com baixa gravidade e 186 (41%) com dor lombar severa.

Os pesquisadores realizaram as suas pesquisas de tratamento com a metodologia de estudo duplo-cego e de forma aleatória, usando o que é referido como “controle simulado”. “Controle simulado” refere-se a tratamentos que parecem ser os mesmos que o tratamento estudado, mas não são o tratamento prescrito. Em outras palavras, eles parecem ser o tratamento, mas não são.

Os pesquisadores supervisionaram o tratamento dos pacientes com dor nas costas ao longo de oito semanas de terapia e avaliaram os resultados dos tratamentos após 12 semanas.

Os pacientes foram tratados seis vezes por semana com Tratamento Manual Osteopático – também referido como tratamento biomecânico.

Na avaliação, a maioria dos pacientes relatou melhorias substanciais na redução da dor e no aumento de mobilidade e normal funcionamento da coluna lombar e em movimentos particulares. A maioria dos pacientes relatou pelo menos 50% ou mais de redução na dor.

Aqueles com dor nas costas severa tiveram mais do dobro de melhoria significativa após o tratamento com Terapia Manual Osteopática do que aqueles que foram tratados com tratamento simulado. E aqueles tratados com Terapia Manual Osteopática tiveram 80% de melhoria significativa no questionário padronizado Roland-Morris Disability – que qualifica a mobilidade do paciente – em comparação com aqueles tratados com a terapia simulada (placebo).

Os pesquisadores da Universidade do Norte do Texas determinaram que a terapia manual osteopática não-invasiva reduz a dor lombar na maioria dos casos – evitando dispendiosas cirurgias invasivas da coluna vertebral.

Os pesquisadores concluíram que: “O maior efeito da Terapia Manual Osteopática – Osteopatia – em conseguir a redução substancial da dor em pacientes com dor lombar crónica de alta gravidade foi associada a uma melhoria clinicamente importante no funcionamento lombar-específico. Mais, que a Terapia Manual Osteopática – Osteopatia – pode ser uma opção atractiva em tais pacientes antes de optarem ou passarem para tratamentos mais invasivos e onerosos”.

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Bioimpedância

Resultado de imagem para bioimpedânciaO exame de bioimpedância é um exame que mede através de uma leve corrente elétrica que passa pelo corpo a quantidade de água, gordura e massa magra. Em outras palavras, é um exame que mede sua composição corporal, a quantidade média desses três elementos.

Geralmente é um exame bastante comum entre atletas e esportistas, e também pessoas que querem manter o corpo saudável e em forma, porque com o exame você pode medir a quantidade de gordura corporal que contém, assim facilita o tipo de dieta que você tem que seguir.

O exame de bioimpedância é requisitado pelo médico especialista ou por um nutricionista, que dessa forma poderá acompanhar com precisão a evolução do seu tratamento e também prescrever uma dieta adequada ao seu objetivo, desempenho e necessidade.

A bioimpedância tem uma variabilidade menor em sua estimação que os outros métodos simples (“skinfold”, IMC – Índice de Massa Corporal), sendo portanto recomendada. Porém, a acurácia da bioimpedância depende de equações validadas para cada população específica.

Como funciona?

O exame de bioimpedância tem um nome complicado, mas o seu procedimento é muito simples, rápido e indolor. Você sobe em uma balança especial que medirá seu peso, você deverá posicionar sues pés e mãos em lugares específicos, informe também seu peso e sua idade. Através dos pés e das mãos passará uma leve corrente elétrica insensível à sua percepção, que medirá a quantidade de água, massa magra e gordura presente no seu corpo.

Essa medição acontece porque a água é um condutor de energia elétrica, por isso a corrente que passará por seu corpo poderá ser medida e conduzida através da água presente nele.

Logo após isso a balança imprimirá os valores medidos da sua composição corporal.

Diferença entre os aparelhos

Há diversos tipos de aparelhos disponíveis: existem aqueles que variam entre o número de eletrodos e a posição em que são colocados, podendo ser essas posições pé-mão, pé-pé ou mão-mão. Esquemas mão-mão ou pé-pé, em geral, são utilizados em aparelhos domésticos, pela sua maior facilidade de uso.

Os aparelhos de bioimpedância também podem ser classificados quanto à região do corpo submetida ao exame ou tipo de frequência utilizada.

Quanto à região examinada, pode ser considerada:

  • Regional (a corrente atravessa apenas a porção superior ou inferior do corpo como, por exemplo, mão-mão ou pé-pé);
  • Total (a corrente atravessa todo o corpo) ou segmentar (apenas um segmento corporal ou membro é avaliado).
  • Quanto ao tipo de frequência utilizada, a bioimpedância pode ser considerada de frequência única (50 kHz) ou multifrequencial (frequências de 5 a 1000 kHz).

bioimpedância

Recomendações antes do exame

  • Recomenda-se hidratar o corpo para o exame, principalmente no dia anterior. Tome pelo menos dois litros de água no dia que antecederá o exame de bioimpedância.
  • É necessário também que se evite tomar chás e bebidas diuréticas nos sete dias anteriores ao exame.
  • Para o exame é necessário também um jejum de 4 horas.
  • Não consumir, em hipótese nenhuma bebida alcoólicas 48 horas antes do exame de bioimpedância.
  • Não consumir também bebidas que contém cafeína 24 horas antes do exame. Exemplo: café, chá mate, Coca-Cola, guaraná em pó e etc.
  • Evite marcar o exame no período menstrual. Isso pode afetar os resultados reais da sua composição corporal.
  • Não é recomendada a prática de exercícios 24 horas antes do exame.
  • É recomendado urinar 20 minutos antes do teste.
  • Se você foi caminhando até o local do exame, é recomendado que você faça repouso de pelo menos 15 minutos antes de iniciar a bioimpedância.

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Fisioterapia, Geriatria, Ortopedia, Saúde

Musculação Terapêutica Assistida

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O mercado brasileiro nunca esteve tão favorável à Musculação Terapêutica Assistida como agora. O envelhecimento da população, o aumento do poder aquisitivo do brasileiro e o paradoxal aumento das doenças crônicas não transmissíveis fez ficar em evidência o método comprovadamente mais eficaz para esta população.

A Musculação Terapêutica Assistida nunca teve a pretensão de ser um método “da moda” como muitos que existem no mercado, até porque suas bases são muito científicas e voltadas para a personalização do tratamento, e desta forma não cabe sua execução sem critério de prescrição. Ou seja, há necessidade de grande conhecimento clínico para que a execução da técnica seja aplicada de forma segura.

As pesquisas mostram que exercícios de fortalecimento são seguros e eficazes para jovens, mulheres e homens de todas as idades, incluindo aqueles que não estão em perfeita saúde. Na verdade, as pessoas com problemas de saúde, incluindo-doença cardíaca ou artrite, muitas vezes são as mais beneficiadas com um programa de exercício físico que inclui o trabalho com pesos algumas vezes por semana.

A musculação terapêutica assistida é uma técnica que se utiliza dos benefícios da ação muscular, ou seja, da musculação, de forma terapêutica. Através dos ganhos de força, flexibilidade e desempenho aeróbico podemos contribuir diretamente com a melhora da saúde do indivíduo. Baseia-se no controle da frequência cardíaca e aplicação de exercícios funcionais. Proporcionando excelentes resultados quanto ao reequilíbrio muscular, ganho de massa magra, emagrecimento e condicionamento cardíaco. Destaca-se por ser método seguro para populações especiais, ou seja, acometidos por alguma doença.

A musculação terapêutica assistida difere-se da musculação convencional por se utilizar de padrões de movimentos chamados de funcionais, ou seja, movimentos que utilizamos no nosso dia a dia. Dessa forma, os movimentos são reforçados durantes as atividades diárias, além de prevenir lesões. A musculação terapêutica assistida trabalha exclusivamente com o controle da frequência cardíaca, o que garante o máximo aproveitamento sem exceder os limites dos indivíduos, nem ficar abaixo do necessário.

BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO DE FORÇA

Há inúmeros benefícios com o treinamento de força regular, particularmente à medida que envelhecemos. Ele pode ser muito poderoso para reduzir os sinais e sintomas de várias doenças e condições crônicas, entre elas: Artrite, diabetes, osteoporose, obesidade, dor nas costas e depressão.

Alívio da artrite

A Tufts University completou ano passado um programa de treinamento de força com homens mais velhos e mulheres com osteoartrite moderada e severa em joelhos. Os resultados deste programa de 16 semanas mostraram que a musculação terapêutica reduziu a dor, aumentou em 43% a força muscular e desempenho físico geral, melhorou os sintomas e sinais clínicos da doença. Mostrou-se que eficácia do treinamento de força para aliviar a dor da osteoartrite foi tão potente, se não mais potente, que medicamentos. Efeitos semelhantes de treinamento de força tem sido visto em pacientes com artrite reumatóide.

Restauração do equilíbrio e redução de quedas

Em indivíduos idosos a falta de equilíbrio e flexibilidade contribui para quedas e ossos quebrados. Estas fraturas podem resultar em graus significativos de incapacidade e, em alguns casos, complicações fatais. Exercícios de fortalecimento, quando prescritos corretamente e realizados através da amplitude de funcional (movimento normal), aumentam a flexibilidade e a força. Isto diminui a probabilidade e a gravidade de quedas. Um estudo na Nova Zelândia em mulheres de 80 anos de idade e mais velhos apresentaram uma redução de 40% na incidência de quedas.

Fortalecimento dos ossos

Mulheres pós-menopáusicas perdem 1-2% de sua massa óssea por ano. Os resultados de um estudo realizado na Tufts University, que foram publicados no Jornal da Associação Médica Americana, em 1994, mostrou que o treinamento de força aumenta a densidade óssea e reduz o risco de fraturas entre as mulheres com idade entre 50-70.

Manutenção do massa corporal adequada

A Musculação Terapêutica é fundamental para o controle da massa corporal total (chamada erroneamente de peso), pois indivíduos que têm mais massa muscular têm uma maior taxa metabólica. O músculo é um tecido ativo, e que consome grande volume de calorias, enquanto a gordura armazenada usa muito pouca energia. A Musculação Terapêutica pode proporcionar um aumento de até 15% na taxa metabólica, o que é extremamente útil para a redução do percentual de gordura o e controle a longo prazo da massa corporal adequada.

Controle da glicose

Há mais de 12 milhões de brasileiros com diabetes tipo II. Este público além possuir maior risco de doença cardíaca e doença renal, têm a cegueira como uma complicação em adultos mais velhos. Felizmente, os estudos mostram agora que as mudanças de estilo de vida, tais como a adição da Musculação Terapêutica na rotina semanal, tem um impacto profundo em ajudar os idosos a controlar o diabetes. Em um estudo recente de homens e mulheres latino-americanos, 16 semanas de treinamento de força produziram melhoras significativas no controle da glicose, como se estivessem tomado medicamento. Além disso, os voluntários do estudo ficaram mais fortes, ganharam músculos, diminuíram gordura corporal, apresentaram menos depressão, e aumentaram sua autoestima.

Qualidade do Sono

Pessoas que realizam regularmente exercícios prescritos na intensidade adequada, e no tempo adequado, desfrutam de melhor qualidade do sono. Eles dormem mais rapidamente e mais profundamente. Além disso despertam menos frequentemente à noite, permitindo então um sono reparador. Tal como acontece com a depressão, os benefícios da Musculação Terapêutica no sono são comparáveis ​​com o tratamento com a utilização da medicação, mas sem os efeitos secundários que a mesma oferece.

Saúde Cardíaca

Em paciente portadores de problemas cardíacos, a Musculação Terapêutica é fundamental. Um estudo do Dr. David Verril demonstrou que pacientes cardíacos ganham não apenas força e flexibilidade, mas também aumentam a capacidade aeróbia quando submetidos à Musculação Terapêutica três vezes por semana como parte de seu programa de reabilitação. Este e outros estudos levaram a American Heart Association recomendar o “exercício de força”, como forma de reduzir o risco de doença cardíaca e como um tratamento para os pacientes em programas de reabilitação cardíaca.

Pesquisas sobre Musculação Terapêutica

– Investigações científicas têm mostrado que o exercício pode retardar o relógio do envelhecimento. Enquanto o exercício aeróbio (ou contínuo), como caminhada, corrida ou natação, apesar de oferecerem muitos benefícios para a saúde, não são capazes de produzirem músculos mais fortes e aumento da taxa metabólica.

– Estudos têm demonstrado que o “exercício de força” duas ou três vezes por semana, constroem mais massa muscular e aumentam também a densidade do osso.

– Um estudo de 12 meses realizado em mulheres na pós-menopausa, da Tufts University mostrou ganhos de 1% de densidade óssea na coluna e nos quadris, aumento de 75% na força e aumento de 13% em equilíbrio dinâmico com apenas dois dias por semana de treinamento de força progressiva.

– Princeton University apresentou pesquisa recente mstrando que o exercício é capaz de produzir novos neurônios (neurogênese).

– Dr Pontus Boström apresentou recentemente uma substância chamada ”Irisina” que é produzida pelos músculos quando estes são estimulados com resistência adequada e proporcional ao que o indivíduo pode (musculação certa). E esta substância é uma das grandes desencadeadoras do processo de emagrecimento.

Desportiva, Fisioterapia, Ortopedia

Tensegridade do Corpo Humano

O movimento exerce fascínio sobre o ser humano, afinal ele é indispensável à sua sobrevivência.
Na pré-história se não fossemos capazes de nos movimentar não teríamos chegado até aqui. Grandes migrações foram necessárias para fugir de adversidades climáticas, procurar terras mais férteis e etc.
A medida que nos “civilizamos” ganhamos por um lado mas perdemos por outro. Começamos a ter menos necessidade de nos movimentar e além disso vieram as guerras, que deixaram muitos com sequelas de movimento. Nessa época surge a Fisioterapia, já que até então não havia tido um número tão grande de pessoas necessitando restabelecer sua capacidade de se mover em um mesmo período.
De lá para cá houve uma grande evolução na Fisioterapia, mas ainda hoje observa-se desconhecimento e/ou uma grande resistência ao pensamento de integralidade, de que só recuperamos movimento se entendermos que ele envolve todo o corpo.
Hoje, mais do que nunca não se pode aceitar o pensamento analítico; de se focar apenas na região lesionada. Isso é contrário aos princípios universais que regem o movimento.
Para o fisioterapeuta desenvolver um Programa de Tratamento eficaz é indispensável compreender que o Sistema de Movimento Humano é altamente complexo com seus componentes miofaciais, neuromusculares e articulares interligados e interdependentes.
Basta uma estrutura alterar, um pouco que seja,  sua posição para repercutir no todo em que está inserida.
Na tentativa de comprovar esse pensamento me deparei com o termo Tensegridade citado nos trabalhos de Tom Myers.

 

A tensegridade pode ser definida pela tensão e integridade, em outras palavras, a integridade das tensões. Transferindo este conceito para o corpo nosso humano é a capacidade de permitir o equilíbrio entre tração e compressão nos seus diversos pontos de uma articulação. Parece ser muito complicado de entender isso, mas não é. O que quis dizer com isso? As forças que atuam, além das que são geradas sobre nossos músculos e miofaciais, produzem de forma continua uma compressão nas estruturas ósseas. Na verdade, nossos ossos não tocam diretamente uns aos outros, eles estão “flutuando” sobre a estrutura tensão criada pela nossa rede de rotas miofaciais.

Fazendo um comparativo, entre nossa coluna vertebral e uma pilastra de um edifício, elas atuam quase da mesma maneira, pois são uma torre de blocos capaz de suportar o peso do corpo, da mesma forma que um pilar suporta o peso de um edifício. No entanto, a coluna vertebral humana não pode ser um feixe comum de barra rígida, porque ela é composta de segmentos de corpos semi-rígidos ligados a elementos de tecidos conjuntivos flexíveis que flutuam os segmentos no espaço.

Tomando como base o modelo estrutural da tensegridade, utilizarei para exemplificar ainda melhor, o formato de roda de uma bicicleta. As estruturas da roda são compostas pela jante, os raios, a câmara de ar e o pneu. Para dar forma arredondada, faz-se necessário a sustentação adequada, por isso que existe os raios, que são barras que unem a zona central (cubo) a perimetral (aro) capazes de manter a forma da roda, além de suportar as cargas de compressão. Caso contrário, teremos uma estrutura toda empenada, o que seria impossível transmitir a roda uma tração adequada, sendo assim, dificultaria ainda mais locomoção sobre essa forma.

Na musculação não poderia ser diferente, se as forças que atuam sobre o corpo não estejam devidamente equilibradas, as ações musculares, articulares e respectivos movimentos, apresentarão alterações em seus padrões. Sendo assim, com a redução do controle neuromuscular por padrões ineficientes de movimento, as articulações sofreram graves problemas, devido a incapacidade de distribuição da carga de trabalho aos músculos alvos. Ah, então é necessário haver o equilíbrio musculoarticulares? Exatamente! Porque os padrões alterados induzem a ações compensatórias, a exposição das estruturas desequilibradas ao decorrer do tempo gerará microtraumas e posteriormente o agravamento levando a macrotraumas.

O desenvolvimento muscular depende de todo o equilíbrio estrutural primeiro? Sim. O processo de reajuste estrutural deve acontecer primeiro no programa de treinamento. Porque alguns indivíduos apresentam grupos musculares encurtados, alongados e/ou pouco desenvolvidos, sejam por um programa de treinamento equivocado, ou por descompensações posturais ocupacionais. Estes desequilíbrios gerarão uma cascata de alterações nos padrões de movimentos, consequentemente a biomecânica estará comprometida.

Portanto, a coluna vertebral é a torre no modelo de tensegridade, capaz de integrar os membros inferiores, superiores e cabeça. Uma mudança de tensão em qualquer lugar dentro do sistema, imediatamente será sinalizado em outro lugar do corpo. Treinar musculação, é provocar ação consciente na musculatura alvo desejada. Não é apenas socar de carga o aparelho para ergue-lo de qualquer forma.